Benefícios do ovo para nossa saúde

Não há alimento mais controverso que o ovo. Por vezes apontado como vilão, por vezes como essencial à saúde, o alimento provoca nas pessoas certo receio ao consumo.

“Ele é bom ou prejudicial ao corpo? Quais seus benefícios? Que cuidados devo tomar ao inseri-lo na alimentação?”. Para elucidar de vez questões assim, resolvemos explicar o real papel do ovo no dia a dia das pessoas.

De início a resposta mais simples: o ovo é sim uma ótima alternativa à alimentação.

A chave dos benefícios, porém, está na forma em que ele é utilizado e em sua porção diária.

Alimentar-se de um ovo por dia traz bons efeitos ao corpo, mas isso muda, por exemplo, se o alimento tiver a gema “mais mole”, ou for frito em muita gordura. O ideal é que o ovo sempre esteja bem passado, com poucos adicionais seja de gordura ou sal. Assim, a quantidade diária de colesterol e componentes do consumidor ficará dentro do esperado.

 

Do que é “feito” o ovo?

 

Tanto a clara quanto a gema do ovo de galinha são ricos em nutrientes. Vitaminas, minerais, ácidos graxos são apenas alguns deles, muito importantes para a saúde do corpo. Um único ovo tem todos os componentes necessários para o desenvolvimento perfeito de um pintinho.

Um ovo grande oferece ao seu consumidor as vitaminas A, B5, B12 e B2, esta última em maior quantidade, chegando a 15% da composição do alimento. Nele, há ainda as vitaminas D, E, K, B6, Fósforo, Selênio, Cobre, Cálcio e Zinco. O ácido graxo Ômega 3, extremamente importante para memória e raciocínio, é outro nutriente presente no alimento.

O componente que sempre traz dúvidas, porém, é o colesterol. Entre especialistas e onívoros, discute-se sempre se o nutriente, no qual o ovo é rico, prejudica a saúde e o coração. Estudos mais recentes indicam, porém, que não existem motivos para preocupação.

Hoje as galinhas responsáveis pela produção de ovos contam com alimentação especial, o que tornou o nível de colesterol do alimento muito menor do que era há uma década.

Num ovo de 100 gramas há apenas 3,3 g, o que é enorme vantagem se comparado a alimentos como a manteiga, que tem 48 g de gordura na mesma quantidade de produto.

Desta forma, um ovo médio contém cerca de 30% do limite diário recomendado para a ingestão de colesterol. Mantendo uma alimentação saudável, rica em outros nutrientes, não existem problemas no consumo do ovo diariamente.

Com estas medidas, os níveis de colesterol no sangue permanecem corretos. Isso acontece porque o colesterol do corpo é produzido diariamente pelo fígado, em quantidades adequadas ao que cada um precisa. Quando fazemos o consumo do nutriente, o fígado produz menos colesterol, equilibrando a quantidade no fluxo sanguíneo.

Outros benefícios do alimento

Além do ovo de galinha, estão disponíveis no mercado os ovos de ganso e codorna, muitas vezes utilizados em receitas gourmet. Os de pato, principalmente, tem tamanho muito maior e acabam apresentando maior teor de gordura saturada e colesterol. Por outro lado, eles também são mais ricos em proteínas.

Em todos eles há um nutriente comum e essencial à saúde: a colina, parte do complexo B de vitaminas. O componente é necessário na construção das membranas celulares, potencialização do metabolismo da gordura no fígado, e ainda atividade cerebral. Durante a gravidez, a colina é ainda mais interessante, pois melhora o desenvolvimento do cérebro do bebê.

Até mesmo os olhos podem se beneficiar dos componentes do ovo. O alimento contém luteína e zeaxantina, antioxidantes que neutralizam o processo degenerativo natural dos olhos ao longo dos anos. Com os nutrientes, o consumidor acaba por prevenir problemas como catarata e degeneração ocular.

Cuidado com a alergia!

A alergia a ovos é a segunda aversão alimentar mais comum no mundo, ficando atrás apenas do leite. Manifestada geralmente já na infância, a intolerância acontece devido ao sistema imunológico do paciente que equivocadamente tenta proteger o corpo de uma substância.

Quando este é o caso, os sintomas são imediatos. O paciente pode perceber reações na pele ou inchaço, dor no estômago, diarreia, vômito, dificuldade em respirar e aceleração dos batimentos cardíacos.

Conhecendo a condição, o consumidor provavelmente já terá a seu dispor medicamentos para o controle do quadro. Quando não, é preciso buscar um médico o mais rapidamente possível.

Como o ovo é um componente muito comum em alimentos, industriais ou caseiros, é preciso ficar atento para evitar quadros de alergia. Assim, ler os rótulos dos produtos é essencial a cada compra. Emulsionantes, aglutinantes, coagulantes, lisozima e outros componentes costumam conter traços de ovo, requerendo cuidado.

Produtos não comestíveis, como medicamentos, shampoos, tintas e algumas vacinas, também contêm traços das substâncias.

Para a prevenção do problema nas crianças, é indicado inserir o ovo na alimentação logo cedo. 

Pesquisas recentes indicam que oferecer ao bebê este tipo de nutrição já a partir do seis meses de idade diminui o risco de desenvolvimento da alergia. 

Além deste benefício, o ovo é ótima fonte de proteínas ao pequeno humano. O ideal é que a iguaria seja servida cozida, com a gema bastante dura.

Fique de olho